Existem muitas versões sobre a real função da faixa dentro das artes marciais, como já dizia Bruce Lee, a faixa foi criada com a função de amarrar o dogi, ou seja de segurar as calças, a questão da cor na faixa, não se sabe ao certo, mas há versões que dizem que a faixa era originariamente branca e com o passar do tempo e da intensidade dos treinos ela vai ficando mais encardida, o que significa que quanto mais tempo de treino a pessoa tem, mais escura seria a faixa, o que há de mais importante a se saber em tudo isso é que a faixa é um sistema de organização adotado por diversas artes marciais, e não deve ser entendida como propósito, a faixa deve ser consequencia e não propósito.
Treinamos aikido para evoluirmos como pessoas, para superarmos nossos medos, para superar as nossas limitações, esse deve ser o real propósito de nossa prática, a faixa não deve ser vista como propósito maior, pois assim sendo, perde-se todo o sentido da prática em si; algumas artes não adotam o sistema de faixa, como o kung fu por exemplo, justamente para não se criar um sistema de hierarquia onde quem ostenta uma faixa se sentiria melhor do que os outros criando assim um ambiente de competitividade, em muitos países da europa e mesmo em dojos no Japão, não existem cores de faixas no aikido, existem somente a faixa branca e a preta.
Em nosso grupo foi adotado o sistema de faixas coloridas, mas o importante em tudo isso é encarar o aikido como uma prática para a vida, sejamos nós faixas brancas ou pretas, o que importa é a consciencia e a determinação. Portanto não faça da faixa um motivo de medo ou vergonha, de ostentação ou orgulho, se preocupe com o seu aikido, a faixa virá como consequencia, e lembrem-se sempre, nós não somos a faixa, portanto não deixemos nosso ego nela. Quanto ao exame de faixa e a faixa propriamente dita, devemos valorizar a experiência, o aprendizado, a consciência, a superação, a interação, amizade e principalmente a humildade que tornou tudo isso possível nesse processo de crescimento que todos tiveram nesse período.
Tiago Gutierrez